31/08/2016

Dubrovnik - Croácia







Todos os adjetivos para exaltar a beleza de Dubrovnik que encontrei na internet quando pesquisava foram pequenos, e acredito não existir palavras para descrever tamanha beleza quando conheci ao vivo. Fiquei impressionada por um País que praticamente acabou de sair de uma guerra e hoje é uma das economias mais fortes das ex-Iugoslávia, com crescimento e modernização da sua infraestrutura, consolidando a democracia em um regime parlamentarista e membro da União Europeia desde 2013.

A atual  Croácia fica na região dos Bálcãs, pertenceu ao Império Otomano e a extinta Iugoslávia socialista, tornando-se independente em 1991. Logo em seguida foram invadidos pelos Sérvios com guerra entre 1991 e 1995, e as Nações Unidas intervieram militarmente para assegurar a paz, reconhecendo o país como independente. 






Chegando ao aeroporto-opções de transporte e escolha de hotel

A maneira mais fácil de chegar do aeroporto de Dubrovnik ao centro da cidade é contratando um transfer, taxi, ônibus da Atlas ou  alugando um carro.  Como reservamos um hotel ao lado do centro histórico e iríamos fazer outros passeios contratados com empresas de turismos nos dias seguintes, optamos por um transfer com a Supertours, mas taxi é barato com distância  apenas de 20 km.

Outro fator para determinar sua escolha é que no centro histórico não circula carros e os estacionamentos fora da muralha são pagos e distantes. Existe a possibilidade de deixar o carro na rua no estacionamento próximo ao centro, mas justamente por este motivo está sempre lotado. A opção é ficar em um hotel onde possa fazer os passeios pelo centro a pé como fizemos ou na península de Lapad e Babin Kuk, um local ao lado do centro com muitos hotéis do estilo resort com praia e orla marítima, servido por um ônibus que te porta ao centro em frente a Porta Pile, a principal para entrar na cidade muralha onde passará muito tempo no labirinto de ruelas. É uma questão de escolha entre pagar um pouco mais para ficar em um hotel e aproveitar de sua infraestrutura de praia e piscina ou ficar em um hotel  e aproveitar mais da cidade. Sempre penso que sol e praia o Brasil é um show, portanto em viagem quero conhecer o máximo possível de lugares e escolho o hotel pela praticidade de sua localização em relação a isto. 







Cidade Murada de Dubrovnik

No primeiro dia exploramos a cidade histórica murada começando com a Rua principal, chamada de "Placa" ou "Stradum" com seu piso brilhante de pedra calcária polida e entramos pela Porta Pile (Gradska vrata) da muralha de Dubrovinik que tem 1920 metros e espessuras variando entre 1,5 a 6 metros.  As muralhas são a marca registrada da cidade, erguidas no século XIII para proteção contra invasões e hoje revelam uma vista deslumbrante do Mar Adriático e do antigo porto, principalmente o por do sol incrível que costuma fazer nesta região. O ponto mais alto da muralha é a fortaleza em formato de torre circular (Tvrdava Minceta).

O ingresso para subir e percorrer a muralha é comprado ao lado da Porta Pile com custo de 100 kunas, a moeda da Croácia. Recomendo fazer o percurso completo logo cedo quando tem menos turista ou no final da tarde para ver o deslumbrante por do sol, e se quiser desistir tem escadas de saída para retornar à cidade em alguns pontos.

Para trocar dinheiro existem várias casas de câmbio na Rua principal stradum e a cotação média é sete kunas por um euro. A comunicação foi fácil porque em todos os lugares as pessoas falavam inglês, apesar das placas e sinalização na língua croata.

      
Torre circular -Tvrdava Minceta-


Porta Pile -Gradska vrata

Placa - Stradum







Ao longo da Placa Stradum ficam vários lugares interessantes para visitar como o Mosteiro dos Franciscanos  (Franjevacki samostan), com uma farmácia que ainda vende água de rosas fabricada pelos monges franciscanos desde 1317. Esta farmácia é a terceira mais antiga do mundo e um museu no seu interior preserva objetos históricos. Na Fachada uma escultura de uma Pietá em relevo gótico que foi preservada da antiga construção, destruída em um terremoto dando lugar a nova edificação em estilo renascentista. Na fachada, uma pedra se destaca para fora e as pessoas tentam subir como crendice de alguma coisa que não entendi bem.

Mosteiro dos Franciscanos  -Franjevacki samostan




Ao lado  fica a Igreja do Santo Salvador(Crkva SV Spasa) , construída por Korcula Petar Andric em 1520 e concluída em 1528, com estilo renascentista e elementos góticos. Teve como objetivo a gratidão pela salvação do terremoto de 1520, e os moradores acreditam no milagre dela não sofrer danos no terremoto de 1667. 


Igreja do Santo Salvador -Crkva SV Spasa

A Fonte Onofrio (Velika Onofrijeva Cesma) foi construída em 1440, pelo arquiteto napolitano Onofrio della Cava e no final da Placa Stradum, fica a Pequena Fonte Onofrio (Mala Onofrijeva Cesma) de 1442 , com esculturas do italiano Pietro di Martino.



Fonte Onofrio -Velika Onofrijeva Cesma



Do lado oposto da Porta Pile fica a Torre do Sino e a Igreja St Blasius (crkva sv vlaha), o padroeiro da cidade com festa anual em 3 de fevereiro. Construída pelo arquiteto veneziano Marino Gropelli em 1715, em estilo barroco no local de uma antiga igreja. Na frente a Coluna de Orlando (Orlandov stup), o cavalheiro do século IX que defendeu a cidade do cerco sarraceno. Outras construções no entorno tem a inspiração do período que a cidade fazia parte de Veneza como o Palácio Sponza (Palaca Sponza) e o Palácio do Reitor (RektorovaPalaca), atualmente Museu e local de apresentação da Orquestra Sinfônica de Dubrovnik.




Igreja St Blasius crkva sv vlaha

Coluna de Orlando - Orlandov stup



A Catedral de Dubrovnik (Katedrala i riznika) é dedicada à Nossa Senhora da Assunção, em estilo barroco, construída no local da antiga catedral em estilo românico que foi destruída no terremoto de 1667.  A primeira catedral foi construída com doação do Rei Ricardo I da Inglaterra que sobreviveu ao naufrágio, próximo da costa da Croácia durante o retorno da Terceira Cruzada em 1192. A Igreja de St Inácio (Crkva sv Ignacija) é um projeto do arquiteto Andrea Pozo seguindo o modelo da Igreja St Ignacio de Loiola de Roma, e ao lado uma escadaria inspirada na Piazza di Spagna.



Mas o melhor da cidade é se perder pelas ruas estreitas cheias de lojas com artesanato local, restaurantes e pequenas entradas na muralha com bares e espaços particulares debruçados na encosta do mar. E quando chega a noite a cidade fica ainda mais bonita com o brilho da iluminação refletido no piso brilhante. 







O Teleférico e o Por do sol em Dubrovnik

Outra maneira de ver o por do sol na cidade é pegando o teleférico com um restaurante panorâmico no topo. O bilhete custa 108 kunas, aproximadamente 15 euros e funciona das 9 as 20 horas, mas confirme no site: http://www.dubrovnikcablecar.com/.








     
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