27/01/15

O som da Suíça - alphorn


Monte Pilatus - Lucerna



Comentei neste post AQUI sobre um instrumento musical que conheci quando visitei a cidade de Estrasburgo na França durante a apresentação musical na Catedral da cidade. Apesar de naquela ocasião estarmos na França, o instrumento utilizado foi o ALPHORN, utilizado por pastores suíços e depois de quase desaparecer das tradições, tornou-se um símbolo nacional após o romantismo do século 19 e do renascimento do folclore local.

É um instrumento de sopro feito de madeira, utilizado pelos pastores desde o século 16 para chamar as vacas no pasto e depois  utilizado para orações como a que eu assisti na igreja de Estrasburgo. O som deste instrumento de 3,5 metros de comprimento é delicado e sua forma em tubo cônico é dobrada no final como um chifre de vaca.

É comum atualmente a presença deste instrumento nas festas Suíças promovidas pela Associação Suíça do Traje Tradicional e o Festival Alphorn que acontece anualmente na cidade de Nendaz.

Sugiro ouvir no Youtube a música Sintonia Pastorella de Mozart  e Partia de Georg Druschetzky com a participação deste instrumento musical. Os links estão abaixo:



Minha sobrinha gravou duas senhoras Suíças no Monte Pilatus entoando o Canto Tirolês bem típico na região de Alpes Suíços. Compramos para o baby da família uma vaquinha suíça que entoa o mesmo som, aliás o souvenir que você vai encontrar muito são vaquinhas de todas as maneiras e os tradicionais sinos das vacas que você ouve mesmo quando está perto de algum pasto.

video






25/01/15

Monte Pilatus em Lucerna - Suíça



Um dos passeios que não pode faltar na Suíça é subir nas montanhas, seja no inverno com as pistas de esqui ou sol com vistas de perder o ar, e até mesmo eu que tenho "paura" de altura já encarei UMA vez. 

Na primeira vez que estivemos em Lucerna conhecemos o Monte  Klewenalp, subindo com teleférico até 1600 metros de altura junto com meu pânico,  e desta vez programamos subir o Monte Rigi considerada a Rainha das Montanhas de Lucerna, na Suíça. Neste post AQUI já contei como fazer a visita ou neste site http://www.rigi.ch/Home-en. 



Mas não encarei o Monte Pilatus por um motivo além da altura: a subida começa com um trem cremalheira considerado o mais íngreme do mundo com uma inclinação de 48%  em uma via de trilhos estreitos de 80 cm que percorrem quase 5 km, sete túneis e 23 pontes durante 35 minutos....eu contaria cada um destes minutos. hahahaha. O cume mais elevado fica a 2128 m, mas a estação de chegada do trem é a Pilatus Kulm a 2106 m. E como arquiteta fiz as contas e seria estar no topo de um prédio com mais ou menos 700 andares.....entenderam porque não fui? Confesso que não tive coragem de subir o Monte Pilatus e minha sobrinha foi sozinha porque eu estragaria o passeio. 





Mas para quem quiser encarar e não for boba como eu a dica é simples: compramos o bilhete em Lucerna na recepção do Hotel Scheizerhof que é bem conhecido e onde parte o trem city tour da cidade. Você não precisa estar hospedado para comprar os bilhetes e foi nosso caso, ficamos no Hotel Ameron Flora que recomendo porque é próximo da estação e na rua com vista da Ponte de Madeira Kapellbrucke. No Centro de Informações turísticas na Estação de Lucerna também vendem o bilhete.



O bilhete com custo médio de 100 francos Suíços inclui as 3 partes do roteiro que começa com o barco partindo do Píer na frente da estação de Lucerna até Alpnachstad ( 50 a 90 minutos), onde sai o bendito trem cremalheira até a estação de Pilatus Kulm ( 35 a 40 minutos). O retorno depois de apreciar a vista com o teleférico até Kriens ( 30 minutos)  e o ônibus até o ponto de partida ( 15 minutos ). Você pode fazer ao contrário também ou usar apenas o teleférico em Kriens para subir e descer se não quiser encarar o trem cremalheira.










O Monte Pilatus é fácil de ser identificado entre os Alpes na cidade de Lucerna  porque além de ser o mais alto, aparece nas fotos que tirar da Ponte Kapellbrucke. 



23/01/15

Começando 2015





Primeiro gostaria de me desculpar pela ausência e o atraso nos post da última viagem porque este espaço é a minha sala de visitas onde adoro receber os amigos e interagir com pessoas de todos os lugares, mas preciso primeiro dar conta do meu trabalho que tem aumentado a cada dia, a família e os amigos não virtuais que procuro estar sempre perto no real. Apesar disto, não deixo de responder quase que imediatamente os comentários das pessoas que visitam o blog e de encontrar os amigos virtuais que se tornaram reais como a Wanice e a Erica que conheci através do blog. Elas fazem um trabalho incrível e me convidaram para uma palestra motivadora para começar 2015 com muita energia, além de serem apaixonadas por viagem e termos a Torre Eiffel em comum em nossas vidas. O site delas é http://www.armazemdaenergia.com.br/.



Também encontrei tempo no ano passado para vários encontros com as meninas que viajaram conosco para Camerino. Foram alegres, divertidos e até nomeamos "Café com Bobagem", com a promessa de nos encontrarmos uma vez por mês. A Maria Tereza é a grande incentivadora do encontro e uma amiga que nasceu aqui no blog como virtual e hoje é real. Esta semana almoçamos juntas em um local gostoso próximo a uma obra que visitei , ela sempre conhece bons restaurantes e lugares para nossos encontros porque comanda a Tudo Tortas, uma empresa que fornece delícias para clientes como Mc Café entre outros. http://www.tudotortas.com.br/



A outra Tereza também nos recebeu em sua casa, e para total perdição da Santa Dieta sabe fazer todas aquelas delícias italianas como Sardela, Abobrinha em Conserva e Spritz, uma bebida típica italiana. E a Andressa estava com saudades do frio de Camerino e me chamou para uma festa junina deliciosa em seu condomínio, além de também fazer doces deliciosos no comando da Tutti per Te (http://www.tuttiperte.com.br/). No final do ano recebi todas em casa para um almoço de confraternização que começou cedo e terminou meia noite.....será que temos pouco para conversar?kkkkkkkkkk



Isto tudo para explicar meu atraso nos post porque além dos vários encontros deliciosos com os amigos e família , ainda tenho meu trabalho e a colaboração com a Revista Bem Mais, onde escrevo sobre Arquitetura, Arte e Decoração. Na matéria de dezembro escrevi sobre como uma viagem  ajudou a superar a perda do meu pai e a encontrar novamente o espírito de Natal que tinha perdido após o falecimento dele.







O tempo voa como nossas viagens e daqui duas semanas já estaremos embarcando novamente, sem contar que passamos o Final de Ano em Ponta Grossa na casa da cunhada, e desta vez visitamos outra cidade próxima com colonização holandesa que preciso contar por aqui. A grande lição de o ano de 2014 , após começar com uma cirurgia delicada e com risco para retirada de um tumor ,foi que o tempo é administrável e a vida precisa ser vivida. Não deixo de fazer nada do que gosto por falta de tempo porque nós podemos aprender a ser o Senhor do Tempo em nossas vidas.

E como nosso próximo destino será a Disney que meu marido não conhece, deixo esta mensagem para 2015 :





10/01/15

Lucerna - Suíça




Retorno à Lucerna como se fosse a primeira vez com  mais tempo para conhecer melhor sem grupo de excursão e um tempo maravilhoso . Chegamos de barco no píer em frente ao Centro Cultural projetado pelo arquiteto francês Jean Nouveau que fica ao lado da Estação Ferroviária. No entorno tem várias opções de hotel que não tem aquela cara degradável como em outras cidades...afinal você está na Suíça.E atravessando a ponte em direção ao centro histórico também tem boas opções e até um Ibis, mas precisará caminhar um pouco com suas malas. O Ameron Flora Hotel que ficamos foi perfeito, a uma quadra da estação e da ponte de madeira Kapellbrucke ( Ponte da Capela). É uma das mais antigas pontes de madeira coberta da Europa e o teto encontra-se 112 pinturas do século XVII, que retratam a história da cidade. 

Centro Cultural de Jean Nouveau

Portal da Estação Ferroviária 







Ponte Kapellbrucke


A Igreja dos Jesuítas é outro cartão postal da cidade e a primeira igreja em estilo barroco da Suíça. Este trecho da cidade é cercado de restaurantes debruçados sobre às águas e perfeitos para apreciar a paisagem. As pontes levam ao centro histórico com edificações ricas em pinturas nas fachadas e ponto do comércio local com lojas de souvenir, chocolates e grandes departamentos como a Manor. Também é deste lado que ficam as Torres Medievais de Mussegmauer.

Igreja dos Jesuítas










Restaurante In Minute na beira do Lago de Lucerna e ao lado da Igreja dos Jesuítas




Atravessando a ponte na frente da Estação, fica o Hotel Schweizerhof ,local  de partida do trem city tour  que ajuda a dar um panorama de toda a cidade. O giro turístico percorre vários bairros durante 40 minutos e de maio a outubro os horários de saída são: 11h00,13h00,14h00,15h00 e 16h00. Em abril apenas 14h00, 15h00 e 16h00 e no verão durante os meses de junho, julho e agosto também nos horários de 17h00,18h00 e 19h00, com custo do bilhete de 12 francos suíços comprados diretamente com o motorista que entregará um fone de ouvido para você ouvir a explicação em várias línguas durante o passeio.
No site abaixo tem mais in formações e durante os meses de inverno o trem não funciona. http://www.citytrain.ch/





O Leão de Lucerna é um dos monumentos que conhecemos durante o city tour e depois caminhamos até lá para conhecer melhor. É uma escultura na rocha de um leão ferido concebida pelo escultor dinamarquês  Bertel Thorvaldsen que homenageia os Guardas Suíços que foram massacrados em 1792 durante a Revolução Francesa.





É difícil dizer qual cidade Suíça é mais bonita ou melhor para visitar porque cada uma tem um charme especial, mas se eu tivesse que escolher apenas uma seria Lucerna à beira do Lago com ruas charmosas, muitos restaurantes e lojas, vista dos alpes com uma beleza incrível, opção de passeios nas montanhas e cidades do lago, além de estar distante apenas uma hora em média de distância de cidades como Zurique(68 km),Berna (110 km) e Basiléia(98 km).

E para terminar este post deixando um gosto de água na boca...os chocolates suíços que dispensam apresentação.